8 de maio de 2011

Big bag escancarado

Se eu pudesse acabar com duas coisas no mundo eu acho que eliminaria: o egoísmo e a comparação. Se você parar para pensar são eles as fontes de quase todas as guerras e desentendimentos de tudo, tudo mesmo, em todas as áreas, com todo mundo desde o começo da história. Ah, o egoísmo. Pode até ser que o egoísmo seja um mecanismo de proteção e sobrevivência. Mas você quer mesmo sobreviver ou quer viver? As pessoas se preocupam tanto com elas mesmas que acabam esquecendo de se preocupar em saber quem elas realmente são. Um contradição tão perigosa e tão comum. Tanto tempo se perde com a comparação de egos, todos querendo ter mais que os outros, ser mais que os outros. Essa competição doentia que não leva a lugar nenhum. Se todo mundo entendesse que cada um é especial por si próprio, tudo iria mudar. Se cada um fosse capaz de saber quem é e o seu lugar no mundo, não precisaria impor nada aos outros, haveria tolerância e respeito. Porque ninguém precisa ser mais do que ninguém, nem melhor do ninguém. Cada um é cada um e pronto. Ser o seu melhor é o melhor que você tem a fazer. E no fundo, no fundo, é tudo falta de amor. Sim, amor! Não o amor melado e clichê de filmes e novelas. Amor de verdade. Aquele que é mais do que um sentimento, aquele que é um modo de vida. Aquele amor que é a base de tudo o que é real e sincero. Aquele amor que cria vínculo. Aquele amor que tem convicção dentro. Aquele amor que é companhia no silêncio confortável. Aquele amor que realmente se importa com o outro independente de qualquer coisa. Talvez pra mim seja fácil falar e praticar amor pela minha história de vida, pela fé e pelo modelo de Amor do meu relacionamento com Deus. Eu nasci de um milagre do Amor de Deus com a minha mãe (o que me rendeu o apelido de Cartinha de amor de Deus). E quanto mais eu vivo, quanto mais eu aprendo, quanto mais eu observo as pessoas por aí, mais eu quero continuar onde estou. Não estou aqui pra falar de religião, porque eu não tenho uma. Mas muita gente vem me falar que eu sou especial e hoje eu senti vontade de abrir o motivo no Big Bag pra quem quiser saber. Se eu sou alguma coisa do que as pessoas me falam é por causa desse Amor. Um Amor que é a minha fonte de inspiração sempre quando preciso continuar, uma fonte que eu me inspiro e me fortaleço para amar os outros e ajudar os outros mesmo quando quem precisa de ajuda sou eu. É um Amor que é maior que eu, maior que o Big Bag, é um amor que quanto mais eu dou, mais eu tenho. É um Amor que me faz ajudar para eu ser ajudada. Um Amor que vai contra o movimento natural desse mundo frio e calculista. Um Amor que faz esse Big Bag ser um presente para pessoas que eu nunca imaginaria que eu poderia ajudar algum dia. Para mim crer é pensar e amar é agir. Se amar é um dom, quero dividir ele, sempre, senão não tem sentido nenhum.

Para mim o Amor é isso e essa definição me define! Ela me define bem mais do que o meu tal "signo" até: "O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso ou orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca estará satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele e sempre se manterá em sua defesa. Há 3 coisas que perduram - a fé, a esperança e o amor - e a maior destas é o amor. (I corintios 13)

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