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16 de janeiro de 2013

Master of it

"You do that, and forget the money. Because if you say that getting the money is the most important thing, you will spend your life completely wasting your time. You’ll be doing things you don’t like doing in order to go on living that is to go on doing things you don’t like doing. Which is stupid! Better to have a short life that is full of what you like doing, than a long life spent in a miserable way. And after all if you do really like what you’re doing it doesn’t matter what it is, you can eventually become a master of it. The only way to become a master of something is to be really with it."

13 de junho de 2012

Fernando Pessoa

Fiz um teste para saber que poema do Fernando Pessoa eu era, saiu esse :)

O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares
“A vida é para nós o que concebemos nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Isto não vem a propósito de nada.
Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender. Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora que tentara assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e sonho todavia ser.
Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até ao ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina. Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.
Atiro com a caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto. Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro – tantos, sem se entenderem, e todos certos.
Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica.
Mas quantos Césares fui!”
(27/06/1930; em “Livro do Desassossego”)

O poeta Fernando Pessoa tinha uma atração peculiar por Bernardo Soares. Para início de conversa, ele o classificava de semi-heterônimo porque: “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela”. Ou ainda: “Sou eu menos o raciocínio e a afetividade.” É importante destacar que foi por meio de Bernardo Soares, autor de “O Livro do Desassossego”, espécie de diário em prosa poética escrito a partir de 1914 que o poeta Fernando Pessoa mais sinceramente falou de si mesmo.

14 de fevereiro de 2012

Perfeito

"Pensamos que ser perfeito é ser irreparável, quando na verdade, ser perfeito é aceitar ser moldável. Nós somos fruto de uma arte que se refaz. A função do barro é entregar-se às mãos do artista. E ser perfeito é isso: não esquecer de onde vem a sua vida e pra onde ela pode ir. É lembrar-se do início, do simples, do puro, do divino, e ter coragem de pertencer a isso enquanto o mundo desiste de tentar. Enquanto o mundo endurece e vira peça velha."

Mais uma vez a Lu escreveu o que eu precisava ler. Sempre assim.

Mais aqui: http://www.umpontoum.com/?p=1495

1 de fevereiro de 2012

O mundo cabe dentro de um post it

Post que fiz para o blog da La Gracia!

http://lagracia.com.br/blog/2012/01/31/o-mundo-cabe-dentro-de-um-post-it/

O mundo cabe dentro de um post-it - Publicado por Luiz Beltrami

Texto escrito por Gabriela Serio, que esteve recentemente aqui na La Gracia para um trabalho temporário. Gabi é publicitária formada, redatora freelance e criadora do tumblr Olhe os Muros.

Aqui quem escreve é alguém fascinada por aprender coisas novas. Alguém que sempre esteve acostumada a ser redatora publicitária e se arriscou em ser uma roteirista marinheira de primeira viagem. Nessa aventura aprendi muito. Descobri que o mundo das apresentações é muito mais do que remontar slides.

O negócio é o seguinte, quando você apresenta algo, quer comunicar uma ideia. E o que parece tão simples, acaba não sendo. Fiquei pensando, pensando e não consegui chegar a uma conclusão de como a comunicação humana ficou tão complexa. E mesmo com tanta tecnologia nos conectando, as vezes a comunicação parece só ter piorado no meio do imediatismo e egoísmo.

Acho que agora estamos todos correndo atrás da simplicidade. Aquela de quando aprendemos a falar, escrever e desenhar. Uma simplicidade que deixa tudo mais fácil de entender e de nos identificarmos. Uma simplicidade que ultimamente anda escondida por aí. Parece que a falta de tempo e o excesso de informações, fez a gente esquecer a essência, fez a gente perder as prioridades. Hoje em dia vamos colecionando um monte de peças e na hora de montar, nada faz sentido, ninguém sabe por onde começar.

Mas aqui na La Gracia aprendi sobre um novo universo. Uma nova forma de raciocínio. Consegui enxergar na prática que em tudo existe uma história para ser contada. E não existe nada mais humano e natural do que contar histórias e querer ouvi-las. Aprendi que o que é essencial para quem fala, nem sempre é essencial para quem ouve. Aprendi que existem mil maneiras de se expor uma mesma informação. E aprendi que ter a sensibilidade de saber o que deve ser falado e como deve ser falado, é algo que se conquista com o tempo e com um coração aberto para aprender e desaprender, acrescentar e apagar. Sem medo de tentar, errar, refazer, de começar do zero, até fazer sentido, até estar tudo milimetricamente alinhado para quem fez e para quem assiste. E no meio dessa tesoura e cola mental, cada slide ganha uma importância única, ganha tinta e vira uma arte, como se ele fosse uma preciosidade que será revelada uma vez só. E é mais ou menos isso o que acontece, não é mesmo?! Quem vê uma apresentação mais de uma vez?

Eu tive a oportunidade de conhecer um novo caminho, que mesmo infinito e cheio de possibilidades, cabe dentro de um post it. Um caminho onde nunca é tarde demais para aprender, ainda mais quando a atmosfera de paixão e cuidado ajudam você a se sentir a vontade.

Agora eu já sei. Quando tudo parecer confuso e sem nexo. Pare. Respire. Comece de novo e reorganize o quebra cabeça mental. E com as pessoas certas por perto, tudo ficará claro, terá começo, meio e fim. E depois de tudo isso, você nunca mais será o mesmo.

p.s: Ficamos tão imersos no trabalho que quando surge uma perspectiva tão pessoal e única sobre este bravo e não tão novo mundo das apresentações, somos praticamente obrigados a dar atenção a ela, até mesmo repensar o nosso próprio jeito de ver as coisas! Obrigado pelo texto e empenho, Gabi. Sucesso nos novos desafios!


3 de novembro de 2011

Amor em alto falante

Eu já coloquei muita coisa da Lu aqui! Músicas, textos. E hoje não vai ser diferente!

1. Um texto
"Seja você, versão original" :)
http://www.umpontoum.com/?p=1417

2. Uma música
Me deixe só com minha música by lucianaelaiuy

Me deixe só com minha música
Só com meus versos.
Eles encontram uma rua
E ela mostra o resto.
Me deixe só, com Deus
como Deus é só e tem também os seus.
Me deixe só, comigo
Até que corpo e alma sejam bons amigos.
E quando você estiver só
Leve a minha música
Só pra você não esquecer
Que a vida é lá lá lá lá lá lá e aqui.
Me deixe só com minha música
Ela tem olhos, braços e sangue.
Eu não estou só com minha música
Ela é amor em alto falante.

30 de maio de 2011

De bem!

"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.” Caio Fernando Abreu

:)

25 de novembro de 2010

Texto de presente

Ganhei ele de aniversário da Pam e queria compartilhar:

"O passado não existe mais e o futuro ainda não existe e, no entanto, vivemos quase toda nossa vida entre lembranças e projetos, entre nostalgia e esperança. Mas de tanto lamentar o passado ou ter esperança no futuro, acabamos por perder a única vida que vale a pena ser vivida, a que depende do aqui e do agora, e que não sabemos amar como ela certamente merece [...] Acredito que devemos esperar um pouco menos, amar um pouco mais. Aprender a viver e amar como adultos, pensando, se necessário, sempre na morte. Não por fascinação mórbida. Ao contrário, para procurar o que convém fazer aqui e agora, na alegria, com aqueles que amamos e que vamos perder, a menos que eles nos percam antes. Amar como se não houvesse o amanhã. Viver como se não houvesse o amanhã [...]. Desejo que a imagem de sua vida inteira não a perturbe mais; que você não sonhe com todas as coisas dolorosas que provavelmente te aconteceram; que a cada momento presente se pregunte 'o que há de insuportável e de irreversível e o que há de mágico neste acontecimento?'; que se lembre, então, que não é nem o passado nem o futuro, mas o presente que pesa sobre ti." (do livro de Luc Ferry)

10 de novembro de 2010

:)

"But the deepest friendships confer the greatest benefits. A sense of being loved, cared for and listened to fosters a sense of meaning and purpose and reduces stress-induced wear and tear on the body, lowering the heart rate, blood pressure and stress hormones, according to research published last month in the Journal of Health and Social Behavior. Supportive friendships also are linked in research to increased longevity and may actually change the way you experience stressful events, buffering the negative mental effects."

Fonte: http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704635704575604353719548676.html?mod=wsj_share_twitter

28 de outubro de 2010

Abstratamente concreto

Texto BRILHANTE da preciosa Pol :

"É muito fácil gostar de alguém inteiro, como ser inteiro é se conhecer, um processo doído, muita gente nem tenta.

Então o ser inteiro passa a ser admirado, desejado e querido, o mundo seria mais simples se todos fossem inteiros.

Assim encontraríamos nossos afins.O ser inteiro encanta até quem não tem afinidade, aí este tem que dizer: "Com licença, mas não temos um sentido, não somos".

Seja inteiro encontre seus afins e seja feliz!O que é ser inteiro? É SER sem copiar, é perder o medo de si, tarefa simples por ser complicado e complicado por ser simples.

O abstrato só pode ser entendido por quem já o sentiu, alguém que nunca sentiu isso pode ler e achar absurdo. Se você entendeu, keep going! O pote de ouro te espera!"