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10 de fevereiro de 2012

13 de setembro de 2011

In between

Tem dias que o por do sol é cinza. Tem dias que o por do sol é laranja, rosa e azul. Tem dias que o por do sol é dourado. Tem dias que ele é tão brilhante que você precisa fazer algo diferente: vê-lo de olhos fechados para simplesmente sentir os raios de sol te aquecendo e te abrançando mesmo com um vento gelado tentando te fazer ficar com frio. Quando você fecha o olho, parece que você vai perder o espetáculo, mas aí você vê que ele tinha que acontecer de outro jeito, você tinha que sentir e não ver. É sempre assim, você perde pra ganhar. O sim existe depois do não. A música nasce depois do silêncio. A alegria vem depois da tristeza. Todos os "males" vem para o bem, é só ter paciência de esperar a transformação acontecer e estar disposto a enfrentar o que acontece no meio do caminho.

Tá com pressa paiaço?!

Algumas coisas simplesmente dão errado por causa da pressa. Pressa de ser. Pressa de ter. Pressa de falar. Pressa de chegar. Pressa de fazer os outros entenderem. Pressa de fazer os outros sentirem. Pressa. Sempre indo contra o tempo, correndo atrás do vento. Nessa pressa, tudo passa rápido, tão rápido que a gente engasga. A pressa não é coisa nossa, é um vírus. Um vírus que contamina, definha. A pressa não tem ouvido, nem boca, nem olhos, ela é um nada que toma a forma de quem ela domina. A pressa faz a vida ir embora sem perceber, faz tudo parecer igual, faz a rotina virar um modo de vida. A pressa te manipula e cria um sistema viciante movido por buzinas, intolerância, egoísmo, frustrações, perdas. Você não acha pressa no pôr do sol, na Lua, na chuva, no sol nascendo, na risada de uma criança, na orelha macia de um cachorro, no rabo de um gato, na crina do cavalo, no rastro que o avião faz no céu, no pássaro voando, nas ondas do mar no looping infinito, no peixe nadando, nas bolhas de sabão. Para desintoxicar da pressa temos que parar e procurar o nosso tempo de novo, aquele que está dentro daquele abraço, daquele momento de fazer nada junto, daquela música que você gosta, daquelas conversas com crise de risada, da sua fruta favorita, do vento que balança o cabelo, do Mario Kart, daqueles filmes, desenhos e programas dos anos 80/90/sessão da tarde, daqueles minutos na cama, daquele gelado que dá ao pular na piscina ou no mar, daquele almoço qualquer em família, daquela conversa no bar, daquele pão na chapa no lanche da tarde, daquela dança que você fez no corredor. E nem vem me falar que isso é pressa de viver, pressa de viver é outra coisa, nem é pressa, é vontade mesmo. Vontade de viver está na intensidade dos momentos, não na quantidade e na rapidez que eles acontecem. Quer saber que horas são? Quer saber quando alguma coisa vai acontecer? Quer saber por que esse trânsito? Quer saber por que deu errado justo agora? Olhe pro céu por uns segundos e depois tente lembrar porque você estava com tanta pressa.


11 de junho de 2011

Segunda sinfonia no Soffio

Soffio é o nome do meu cello, em italiano quer dizer sopro, vento, respiração, fôlego. E é tudo o que eu precisava resgatar hoje. (sim...o cello está meio desafinado e fazia séculos que eu não tocava..por isso o som está "enferrujado"..but i'll get there!)

Mas definitivamente ele fala o que as palavras não alcançam e eu definitivamente preciso dele.

:)

7 de fevereiro de 2011

Tá com pressa paiaço?

Pressa. Palavra nada orgânica, nada natural. É uma das piores invencões articificiais do ser humano. É perigosa e ingrata. Só faz mal, corroi, dá azia, insônia e dor de cabeça. Faz trocarmos os pés pelas mãos sem motivo real. Se deixar vira um modo de vida sem rumo, sem sabor. A pressa é uma prisão. Na verdade, o problema nunca foi o tempo, mas sim a pressa. A pressa é como um monstrinho que faz picuinha entre a gente e o tempo para que a gente nunca se dê bem. O tempo liberta, cura e está do nosso lado. O tempo só não pode ser medido, só isso. Mas a pressa faz questão de contar dias, horas, minutos e segundos. A pressa envenena e mata. Mas se nós mesmos que inventamos a pressa, nós mesmos podemos fazer ela deixar de existir, é só querer. Por isso, não quero viver por relógios e agendas, não quero viver de circunstâncias, não quero viver por medos, não quero viver por comparações. Quero viver por momentos, por pessoas e por fé, simples assim.

8 de abril de 2010

Brokenness complete

Mudar
Sem precisar sair do lugar
Reforma
Para começar de novo
Para. Respira...
Dói.
A demolição é lenta, detalhista
A cada golpe
Sonhos com data de validade vencida, viram pó
A cada impacto
Paredes e tetos que caem
O que é, continua sendo
Mas de outra forma
De outro jeito
Reinventado
O que estava preso
Fica livre
Pronto.
Agora sim.
Só quando acaba, é possível recomeçar
Só quando o tudo vira nada, o sentido volta
Porque o tudo, nem precisa ser tanta coisa assim
Agora o que tinha que ir embora, se foi
Foi com algumas lágrimas
Lágrimas férteis
E agora, o novo pode vir
O novo, que ninguém sabe como é
Ainda

3 de setembro de 2009

"When i was a boy i couldn't stand the silence, but i am not a boy anymore"

Silêncio. Um momento. Tudo e nada. Acontece enquanto precisa acontecer. Um intervalo. Uma respiração. O "pics" para os pensamentos entrarem no lugar e as palavras não perderem o seu valor. Para uns, angustiante e incômodo. Para outros, tão confortável quanto um céu estrelado. O silêncio fala. Fala o que a gente precisa ouvir. Precisa mas não consegue, porque estamos ocupados demais pensando o que dizer ou falando demais sem pensar. No silêncio cabe tudo o que se precisa e nada mais. No silêncio você se perde para se achar. O silêncio confunde para solucionar. O silêncio faz aparecer o que estava escondido e faz ir embora o que está sobrando. O silêncio define o que se é sem precisar dizer nada, apenas sendo, é o que é, não é o que não é. E quando ele vai embora, pode ter certeza que nada será como antes, porque será simplesmente, melhor.


ps: obrigada Tassi!