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5 de fevereiro de 2013

O "deu errado" de hoje é o "deu certo" de amanhã

Dar certo e dar errado. No fundo é só uma questão de tempo. Tem muita coisa errada que precisa acontecer para certas coisas derem certo. A vida tem um movimento e um tempo diferente do nosso. É que a gente no meio dessa ansiedade, dessa correria, dessa pressa, fica querendo planejar tudo pra depois se decepcionar com a própria expectativa, engasgamos no próprio veneno. Mas no fundo, a vida é uma sequência de imprevistos. E felicidade é saber lidar com eles sem deixar de sorrir e de ser você mesmo. Então, encaixa a fé no peito, o amor no coração e vai. Vai com a certeza de que mesmo que pessoas erradas apareçam no caminho, mesmo que coisas erradas aconteçam, mesmo que não aconteça nada como você planejou, as pessoas certas sempre vão estar lá por você e que nada poderia ter acontecido de um jeito melhor. Quanto mais os anos passam, mais os errados tornam certos, é só saber esperar e ver. 


"Quando tudo nos parece dar errado, acontecem coisas boas, que não teriam acontecido, se tudo tivesse dado certo."

27 de setembro de 2011

Oi, tudo bem?

O não é chuva que passa
O sim é céu que fica
A dor fortalece
O sorriso permanece
Enquanto o amor tem uma teimosia linda
A esperança, às vezes, dorme
Mas ela logo acorda com uma música, um abraço, uma dança, um sorriso, um pássaro, um cachorro, um gato, um vídeo, uma página da Bíblia, uma passagem de avião, um ingresso de show, uma lembrança, aquele por do sol pintado no céu, aquele arco íris, aquela bolha de sabão, a Lua - em qualquer fase
O não é o escuro que cega
O sim é a estrela que brilha
A gente aprende
A gente sonha
A gente admite
O não parece ser grande
O sim é gigante
O tempo passa
A vida convida
A gente comemora
O não de agora, é o sim de amanhã
Atrás de todo não, tem um sim tímido
Basta sorrir que ele sai correndo da caverna, dando cambalhota, plantando bananeira
E te carregando no colo

7 de setembro de 2009

Who's afraid of the big bad wolf?

Dizem que a melhor maneira de se livrar de um medo é enfrentado o próprio. Ali, cara a cara. Sentindo o coração bater alto, muito alto, tão alto ao ponto de talvez conseguir acordar a coragem que toda vez, finge dormir. É você ali, respirando rápido, sugando tudo o que se pode para tentar ficar maior do que está na sua frente. O seu maior medo. Não, não é o medo de morrer. Mas sim o medo do NAO. "Não"? Sim, não viver, não aproveitar, não desejar, não descobrir, não amar, não sonhar, não realizar, não apreciar, não sentir, não acreditar, não compartilhar, não ser inspirado, não inspirar, não ser feliz, não fazer feliz, não dar tempo, não ter tempo. Nessa hora, que o olho fica embaçado, só se consegue ver duas opções. Ou você paraliza, se fecha e se entrega, só vivendo com o gosto azedo dos arrependimentos. Ou com a mesma intensidade que se teme, você recomeça tudo. Tudo mesmo. Com o mesmo entusiasmo do sol que se põe e dali a algumas horas vai nascer lindo e brilhante, de novo, de novo e de novo. Às vezes para deixar de existir, o medo só precisa ser iluminado, seja pelo sol ou pela lua, você escolhe, porque no final, a luz vem do mesmo lugar.


ps: esse é aquele post que iria sair depois de ler o Escafandro e a borboleta. Esse é o livro do meu maior medo, o medo de viver paralisada sem poder fazer nada para mudar, só se agarrando as lembranças do que se sentiu e se viveu. Acredito sim que as palavras sejam tão poderosas quanto foram para o Jean-Dominique Bauby, elas fazem milagres, dão vida ao que parecia estar morto. Aas de coração, não quero que elas sejam o meu único meio de interação com o mundo, com a vida. Movimento contra os escafandros, já! Ou pelo menos, contra os meus escafandros...